CURSO FUNDAMENTAL

Turma 2016

Caso Schreber/Questão Preliminar
Coordenação: Doris Rangel Diogo
Horário: 19h
Início: 08/08/2018

Neste curso, extrairemos, do escrito "De uma questão preliminar a todo tratamento possível da psicose" (1957-58), as formulações de Lacan sobre a foraclusão do significante Nome do Pai e a regressão tópica ao estádio do espelho, demonstradas no 'Caso Schreber', que especifica a psicose como estrutura clínica, e a questão daí decorrente sobre o manejo da transferência na direção do tratamento. Como ponto de partida e de chegada, propomos uma interlocução entre essa perspectiva, orientada pela prevalência do simbólico, com a perspectiva topológica que pressupõe uma equivalência entre os registros e, sobretudo, o que faz função de enodamento entre Real, Simbólico e Imaginário, na clinica da psicose.

Bibliografia
BATISTA, M. C. D e LAIA, S. (orgs) Todo mundo delira. Belo Horizonte: Scriptum Livro, 2010.
HANNA, M. S. G. F. A transferência no campo da psicose: uma questão. Rio de Janeiro: Editora Subversos, 2018.
LACAN, J. (1955-56) O Seminário, livro 3: As psicoses. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998.
_________.(1957-58) “De uma questão preliminar a todo tratamento possível da psicose”. In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998.


Psicose Ordinária
Coordenação: Vicente Machado Gaglianone
Horário: 19h
Início: 15/08/2018

A psicose ordinária é um sintagma proposto por Jacques-Alain Miller por ocasião das grandes conversações francófonas (Angers, Arcachon e Antibes – 1996, 97 e 98). Antes de ser um capricho intelectual, a psicose ordinária se mostrou como um fundamental desdobramento lógico do último ensino de Lacan, com o intuito de fornecer ferramentas teórico-clínicas para os novos desafios da psicanálise na atualidade. Em “Efeito de retorno sobre a psicose ordinária” (2012), Miller vai dizer que os analistas, àquela altura (década de 1990), já não tinham o mesmo conforto de antes ao diagnosticar. Os casos raros e inclassificáveis não encontravam mais, no “guarda-chuva” nosográfico, um lugar de reconhecimento. Os fenômenos elementares próprios das psicoses francas e multi-coloridas, se não desapareceram, encontravam estabilizações cada vez mais amarradas por signos discretos e, por vezes, imperceptíveis.
Nesse novo território classificatório monocromático da “Foraclusão Generalizada”, foi preciso estabelecer uma espécie de lupa conceitual que pudesse reordenar a clínica para além do binarismo clássico (neurose/psicose), dando o lugar devido às novas formas de amarração que não se apoiavam na norma fálica, e será somente sob transferência, então, que se poderá dar a chance delas serem elevadas à dignidade de um signo da foraclusão do Nome-do-Pai.
O curso, de oito aulas, pretende retomar panoramicamente o ensino clássico de Lacan sobre as psicoses e, acompanhando os desdobramentos posteriores de seu último ensino, verificar a partir de quais coordenadas a psicose ordinária foi proposta e, ao mesmo tempo, os desdobramentos posteriores à sua invenção.

Bibliografia básica:
LACAN, J. (1955-56) O Seminário, livro 3: As psicoses. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998.
_________.(1957-58) “De uma questão preliminar a todo tratamento possível da psicose”. In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998.
MILLER, J-A. “Efeito de retorno sobre a psicose ordinária”. In: A Psicose Ordinária. Belo Horizonte: Scriptum, 2012.
Vários. Textos do encontro XI Congresso da AMP.

 

 

Turma 2017

Análise de uma Neurose Infantil: Caso Homem dos Lobos
Coordenação: Maria Inês Lamy
Horário: 19h
Início: 08/08/2018

Um dos casos fundamentais de Freud, “História de uma neurose infantil” (1918[1914]), nos ensina sobre vários conceitos da psicanálise: a fantasia, a realidade e o real; a fixação e o gozo; o mecanismo de foraclusão; o sonho traumático. Observamos, também, que o interesse intenso de Freud por essa análise provocou impasses na transferência, levando-nos a pensar sobre o desejo do analista. E, ainda, o caso do homem dos lobos questiona as classificações, não permitindo uma resposta rápida sobre o diagnóstico. São esses os pontos que propomos discutir.

Bibliografia:
FREUD, S. “História de uma neurose infantil” (1918[1914]). In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, vol. XVII. Rio de Janeiro: Imago, 2006.


Direção da Cura/Os Escritos Técnicos
Coordenação: Ana Tereza Groisman
Horário:19h
Início: 15/08/2018

Pouco mais de um século nos separa da série de artigos escrita por Freud sobre o que caracterizava e diferenciava sua prática clínica. Ali, Freud se dedicou a transmitir aos jovens analistas o método psicanalítico e, longe de se confundir com qualquer manual de instruções, seus escritos se revelam um manancial inesgotável de orientações precisas para todos os que desejarem seguir seus passos. Lacan, meio século depois, com sua leitura rigorosa e subversiva, convida-nos a revisitar os conceitos freudianos que determinam a prática clínica. Ele coloca o analista na berlinda, convocando-nos a pensar nos princípios que orientam nossa prática. Assim, inconsciente, transferência, interpretação e associação livre, conceitos fundamentais da psicanálise, vão se tornar ainda mais produtivos, acrescidos dos conceitos lacanianos de desejo do analista e Sujeito-suposto-Saber. Em nosso curso, visaremos a atualizar as questões levantadas por Lacan acerca do que se pratica sob a égide da psicanálise. Se a clínica mudou, em que nos baseamos para sustentar que a psicanálise se mantém?

Bibliografia:
FREUD, S. "Artigos sobre a técnica" (1911-1915). In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, vol XII. Rio de Janeiro: Imago, 2006.
LACAN, S. (1958) "A direção do tratamento e os princípios de seu poder". In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998.

 

Turma 2018

O Sintoma
Coordenação: Cristina Duba
Horário: 19h
Início: 08/08/2018

De Freud a Lacan e Retorno
O curso pretende fazer uma introdução às principais elaborações de Freud e Lacan sobre o sintoma analítico. Parte da teoria do sintoma em Freud, suas principais formulações, até sua retomada em Lacan, buscando situar os marcos da teoria do sintoma analítico.

Bibliografia:
FREUD, S. “O sentido dos sintomas”. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, vol XIII. Rio de Janeiro: Imago, 2006.
FREUD, S “O caminho da formação dos sintomas”. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, vol XIII. Rio de Janeiro: Imago, 2006.
FREUD, S “Inibição, sintoma e angústia”. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, vol XVII. Rio de Janeiro: Imago, 2006.
LACAN, J “Conferência de Genebra sobre o sintoma”. In: Opção Lacaniana, n. 23. São Paulo: Eólia, 1998.
LACAN, J. “Nota sobre a criança”. In: Outros Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003.
MILLER, J-A. Percurso de Lacan. Jorge Zahar Editor, 1986.
MILLER, J-A. “Ler um sintoma”. In: Opção Lacaniana, n. 60, São Paulo: Eólia, 2011.


Caso Hans
Coordenação: Jeanne-Marie de Leers Costa Ribeiro
Horário: 19h
Início: 15/08/2018

Neste curso, propomos a leitura do Caso Hans, “Análise de uma fobia de um menino de cinco anos”, publicado por Freud em 1909. As elaborações de Lacan sobre o caso em O Seminário, livro 4 (1956-57) irão nos orientar neste percurso. Destacaremos os conceitos de “Desejo da Mãe”, “Nome do Pai”, falo imaginário, falo simbólico e a questão do sintoma fóbico como suplência.

Bibliografia:
FREUD. S. (1909) “Análise de uma fobia de um menino de cinco anos”. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, vol X. Rio de Janeiro: Imago, 2006.
LACAN, J. (1956-57 ) O Seminário, livro 4: A relação de objeto. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1995.



REUNIÃO CLÍNICA ICP-RJ


Coordenação: Glória Maron e Paula Borsoi
Local: ICP-RJ

No segundo semestre de 2018, reservaremos um espaço de discussão clínica para os alunos do Curso Fundamental. A partir de vinhetas clínicas trazidas por alunos, pretendemos tornar essa atividade um momento de debater impasses e questões que emergem na prática clínica, além de fomentar um trabalho de articulação epistêmica e clínica. Pretendemos, então, inaugurar um primeiro momento que forneça balizas para a construção do caso clínico sob a orientação lacaniana. A construção do caso vai além da apreensão de uma trama de sentidos feita com os restos de fala transmitidos ao falasser e que ressoam no corpo. A construção do caso coloca em relevo o arbitrário do significante e significado, comporta uma parte indecidível, a incidência do não programado. Nessa direção é que podemos fazer valer uma prática orientada pelo real, utilizando o caso clínico para relançar conceitos, interrogar a prática e o praticante, escavando a trilha que mantém em perspectiva a dimensão do novo, único.
Os encontros clínicos acontecerão às 21h, na sede da EBP Rio/ICP-RJ, nas seguintes datas:

AGOSTO: 15/08/2018 - alunos que iniciaram o Curso Fundamental em 2016
SETEMBRO: 05/09/2018 - alunos que iniciaram o Curso Fundamental em 2017
OUTUBRO: 03/10/2018 - alunos que iniciaram o Curso Fundamental em 2018
NOVEMBRO: 07/11/2018 - alunos das três turmas do Curso Fundamental