A CRIANÇA NO DISCURSO ANALÍTICO - CURUMIM

Coordenação: Maria do Rosário Collier do Rêgo Barros e Maria Inês Lamy
Periodicidade e horário: segundas e quartas terças-feiras do mês, às 21h00
Início: 12 de março

Iniciaremos o ano trabalhando as questões que se abriram no VI En­contro da NRCereda-Br, que ocorreu em novembro de 2018, sob o tema “Crianças Violentas”.
Discutindo casos em que se tentava delinear o lugar e a função da violência, alguns pontos emergiram. Dentre eles, pinçamos quatro:
1 - Temporalidade do recalque e da defesa. Em um texto de 1992, abrindo as Jornadas sobre “Desenvolvimento e estrutura”, J.-A. Miller1 sublinha que não se ater à noção de desenvolvimento não significa apa­gar o conceito de temporalidade lógica, tanto em relação ao significante quanto ao objeto.
2 - “Psicose em formação” - esta expressão, utilizada por Miller no texto “Crianças violentas”2 , suscitou muito debate. Na infância, o que estaria em formação: a estrutura ou o sintoma?
3 - Na construção de um sintoma, por parte da criança, qual o lugar do objeto e da invenção do pai?
4 - Como fica a questão do corpo na psicanálise com crianças?

1 Miller, J.-A. “Apertura de las II Jornadas Nacionales: desarrollo y estrutura em la di­rección de la cura”. Em: Desarrollo y estrutura en la dirección de la cura” (II Jornadas Nacionales Centro Pequeño Hans), Buenos Aires, Ed. Atuel, 1993.
2 Miller, J.-A. “Crianças Violentas”. Em: Opção Lacaniana 77, São Paulo, Ed. Eólia, agosto 2017, p.28.