ENCONTROS SOBRE POLÍTICA E FORMAÇÃO E FORMAÇÃL DO PSICANALISTA

Em nossos Encontros durante o ano de 2013, discutimos e interrogamos as articulações entre a política da psicanálise, que sabemos ser o passe, e os movimentos que a AMP vem empreendendo, encabeçados por J.- A. Miller e relativos às questões cruciais da contemporaneidade, que não podem estar ausentes da formação do psicanalista.

Nesse sentido, em nosso 1o  Encontro de 2013, traçamos as linhas gerais da questão que nos serviu de eixo para nosso trabalho, embasados em alguns textos de Freud, Lacan e de J-A. Miller. A título de exemplo de um movimento político empreendido por toda a AMP, sob a batuta de J.-A. Miller, destacamos o que se seguiu ao projeto de lei “Casamento para todos”, lançado na França. Tomando esse movimento como mote, Stella Jimenez abordou a questão da: “A inexistência da relação sexual”.

A apresentação do 2o Encontro, a cargo de Manoel Motta, teve como título: “Causa perdida ou triunfo da religião”, destacando algumas considerações de Lacan em sua entrevista à imprensa italiana que precede a apresentação de sua conferência, “A terceira”, proferida em Roma, em 1974. A partir daí, Manoel comentou a recente e surpreendente eleição do papa Francisco, uma estratégia política da Igreja Católica, talvez, para lidar com as candentes questões que abalaram o Vaticano, sobretudo no final do pontificado de Bento XVI.

Nosso 3o Encontro foi a cargo de Gloria Maron, que abordou a questão da presença da psicanálise de orientação lacaniana na cidade, sobretudo no que concerne ao panorama atual do campo da saúde mental. Ao concluir, Gloria lançou uma questão: “a orientação lacaniana norteia a ação do analista na cidade e nos parece oportuno interrogar como os efeitos dessas experiências da ação lacaniana têm retornado para a Escola”.

Em nosso 4o Encontro tivemos a apresentação de Maria Silvia Hanna, intitulada: “Por uma política além dos salões dos espelhos”, introduzindo alguns aspectos que permitem pensar e discutir uma política que considere o real na experiência da análise, na Escola e nas relações do psicanalista com a cidade. 

Prosseguindo com nossos Encontros sobre política e formação do psicanalista, ao longo deste ano de 2014, propomos como tema a ser trabalhado: 

Passes e impasses entre a política da psicanálise, que é o passe, e as diversas abordagens políticas institucionais que não descartam a dimensão de poder. Como abordar o poder, do ponto de vista da psicanálise?

No primeiro Encontro, pretendemos abordar as tensões e convergências entre a política da psicanálise e a política institucional, no que concerne à Escola.

No segundo, propomos como tema e título: A política da psicanálise e a psicanálise na polícia. Tensões e convergências.

No terceiro, pretendemos abordar: A política da psicanálise e as questões políticas vivenciadas por psicanalistas em seu trabalho nas favelas. Tensões e convergências.

No quarto, trabalharemos: A política da psicanálise, o dispositivo do passe e a política do Instituto, trazendo um recorte sobre o Instituto de Clínica Psicanalítica – RJ. 

A cada Encontro, convidaremos dois colegas para partilharem conosco suas experiências nessas diversas áreas de atuação. 

Stella Jimenez
Vera Avellar Ribeiro